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Qual a importância da transparência nas empresas? É sempre desejável?

A resposta pode parecer evidente, desde logo por razões éticas. Também tem implicações na produtividade e na confiança. Mas até que ponto os ambientes empresariais podem ser completamente abertos?

A Michael Page analisou a importância da transparência empresarial no âmbito do estudo anual “8 Tendências para Executivos 2019”, destacando as causas que explicam o aumento na procura social de transparência por parte das empresas, as respostas do sector privado e o impacto sobre a inclusão no mercado de trabalho e nos processos de seleção.


Os colaboradores das empresas consideram vital que as organizações sejam transparentes interna e externamente, tanto em termos de funções como nos processos de contratação. Em Portugal, a transparência é referida como um aspecto importante, especificamente a nível salarial. De acordo com o estudo da Michael Page, a implementação a nível salarial, pode atrair uma grande quantidade de candidatos, especialmente nos casos em que a transparência pode contribuir para reduzir a desigualdade de gênero.


Uma boa política sobre esta matéria é vantajosa não apenas para atrair talento, mas revela-se muito positiva para atrair investidores e gerar a confiança junto dos colaboradores. O relatório Tomorrow’s Investment Role da consultora EY refere que 96% dos investidores exige às empresas informação de caráter financeiro para a tomada de decisões.


Para concluir, ao analisar a procura pela transparência por parte da sociedade, torna-se crucial a implementação de políticas de transparência nas empresas para a gestão da confiança e para contribuir para a inclusão do talento jovem, de forma comprometida, assim como a eliminação de barreiras, como os desequilíbrios salariais para criar um ambiente de trabalho mais confiante e seguro.


«A transparência é, definitivamente, uma parte da identidade das empresas, bem recebida pela sociedade e que nos ajuda a reduzir discrepâncias e alcançar ambientes socialmente desejáveis, com vantagens significativas na produtividade, confiança, cultura e ética empresariais», afirma Joana Barros, sênior Marketing executive da Michael Page.


Os limites

Mas, ainda que a transparência possa ser assumida como uma prioridade para as empresas, também devem ser analisados os seus limites e até que ponto os ambientes empresariais podem ser completamente abertos.


No caso da seleção de pessoal, o estudo destaca alguns casos em que é recomendável limitar a informação. No caso da transparência a nível salarial, esta pode derivar em desmotivações da equipa, se, por exemplo, num processo se aumenta a oferta de salário a um candidato para que aceite um determinado cargo.


Por outro lado, a transparência pode provocar, para os colaboradores de uma empresa, a sensação de estar “num cenário”. A informação está ao alcance de todos e todos podem ter acesso, porque a qualquer momento podem desenvolver a necessidade de “atuar” para evitar situações embaraçosas ou dar uma opinião contrária. Trata-se, de acordo com um estudo da Harvard Business School, de uma situação que pode resultar numa situação de tensão e prejudicar o ambiente de trabalho.


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